FILOSOFIA: Reverência e referências…

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FILOSOFIA: Reverência e referências…

FILOSOFIA: Reverência e referências…

 

Gosto de prestar atenção nos detalhes… Um simples gesto, uma pequena palavra provoca-me  inspiração, que  corre de galope como um rabiscado numa folha de caderno.  Era uma segunda-feira, numa dessas manhãs bem frias de João Monlevade.   Um velho senhor passava diante da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.  Trajava um terno de linho e tinha um chapéu de abas brancas  na cabeça. Lembrava meu avô. Deteve-se diante da Igreja. Seu olhar  procurou a luz  do altar,  Jesus  sacramentado, Jesus Crucificado. Sua mão direita, solenemente, tirou o chapéu e saudou a Deus. Traçou sobre si o sinal da Cruz. Um breve instante majestoso.  Uma reverência incontida.  O velho senhor continuou seu caminho. Que palavras teria dito naquele momento?  Quantas vezes repetiu aquele gesto que lhe permitiu a vida de tantos anos ?  A reverência do velho senhor deve ter sido uma das principais referências de sua vida. Um gesto tão solene, tão simples e suntuoso, só pode ter nascido de sua alma.

 

Fico a imaginar que este mundo de Meu Deus, Meu Deus,  está tão perdido, sem  referências, sem balizas, sem estacas, sem norte,   talvez por falta de reverências… Por falta de um respeito solene pela vida,  por falta de    um olhar de misericórdia para os que sofrem, por falta de um olhar de compaixão até mesmo para com tantos olhares de indiferença,  por falta de um pedido de  bênção,  por não haver  tantos  joelhos dobrados diante  de Dele e somente diante Dele, por falta de uma palavra de bem-dizer, por falta de  uma mão que abraça o mundo e cura suas chagas, por falta de um beijo interessado pela paz.    Um mundo sem referências por falta de reverências. Não me esqueço de uma frase escrita em letras garrafais  que li durante a celebração de um casamento numa igreja evangélica: “ Mães de joelho… Filhos de pé!”. Reverência… Confiança na misericórdia de Deus.

 

O mercado cunhou a moeda do individualismo, com a cara do prazer e a coroa do consumismo.  Uma sociedade epidérmica e liquefeita, sem balizas morais, sem horizontes de utopia. Perdemos o respeito pelo ser humano, a violência   espetacularizou-se  na mídia. Nada mais nos choca. Forjamos arapucas em nossa sociedade. Prendemos o respeito e soltamos a arrogância, enclausuramos a partilha e lavramos  alvarás  para a  nossa cobiça, engaiolamos a modéstia e  damos asas à nossa vaidade. Decretamos a prisão  do temor e  chancelamos um  hábeas corpus para a violência e a brutalidade.  Mundo sem reverência e sem referências.

 

Fico a imaginar que este mundo de Meu Deus, Meu Deus,  está tão perdido, sem  referências, sem balizas, sem estacas, sem norte,   talvez por falta de reverências… Por falta de um respeito solene pela vida,  por falta de    um olhar de misericórdia para os que sofrem, por falta de um olhar de compaixão até mesmo para com tantos olhares de indiferença,  por falta de um pedido de  bênção,  por não haver  tantos  joelhos dobrados diante  de Dele e somente diante Dele, por falta de uma palavra de bem-dizer, por falta de  uma mão que abraça o mundo e cura suas chagas, por falta de um beijo interessado pela paz.    Um mundo sem referências por falta de reverências. Não me esqueço de uma frase escrita em letras garrafais  que li durante a celebração de um casamento numa igreja evangélica: “ Mães de joelho… Filhos de pé!”. Reverência… Confiança na misericórdia de Deus.

 

 

Lembrando-me, ainda, do modesto senhor, que reverenciava o sagrado com um gesto solene e simples e sem alarde, percebi a generosidade de sua alma, a paz humilde que transluzia de seu coração. Que bom se pudéssemos, sem  muitas palavras, semear a esperança.

 

 

Por: Gilberto, Prof. Escola Diaconal São João Paulo II

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