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Eu ouvi Halloween? O que é Halloween? Não importa!

Antes exaltar e celebrar a vida do que a morte, longe de Deus, da alegria e da luz!

Por que aderir a práticas que não alimentam nossa fé ou nos desgastar tanto lutando contra elas? Agir assim só nos faz perder tempo. Poderíamos mesmo usar nosso tempo, criatividade e forças para promover valores de fé que realmente queremos presentes no mundo, especialmente em nossas famílias e entre nossos amigos! Explico.

De um lado temos, “se não consegues vencê-lo, junte-se a eles”. Esse é um risco que corremos ao percebermos a força de elementos pagãos como o Halloween. Tentamos assim, por política de boa vizinhança, aderir a estes elementos, afinal muita gente gosta e até promove eventos como esse. Não é isso o que vemos em filmes, programas de televisão e até mesmo em muitas reuniões de família nessa época do ano?

– Quanto mais eu ou meu filho de 6 anos de idade estiver parecido com um vampiro ou bruxo, melhor! Quanto mais assustador e “de arrepiar”, mais seremos reconhecidos em meio aos risos de uma brincadeira que só visa o lazer!

De outro lado ouvimos, “mas isso é um absurdo! Eis que todos vocês queimarão no inferno!”. Aqui outro risco. O do extremismo. Como evangelizadores, deveremos ser “prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas” (Mt 10, 16). Imitando o sotaque dos meus amigos de Manaus, deveremos ser exxpertos! Não se evangeliza apontando o dedo e condenando ao inferno quem quer que seja. Precisamos ser espertos e buscar sempre a melhor maneira de atrair todos os homens à Verdade que liberta! Esta liberdade deverá sempre estar embasada na misericórdia de Deus.

Pois bem, se não é levantando a bandeira do Halloween, e nem é ateando fogo nas fantasias de Halloween como forma de protesto, chegamos ao ponto indicado logo no primeiro parágrafo: construir, estimular e promover uma nova cultura! A cultura de Jesus Cristo, dos Santos, da Santa Igreja! Se nos aprofundarmos no tesouro da Igreja, perceberemos que não há necessidade de recorrermos a subterfúgios pagãos, como se nossa Igreja fosse sem graça e fora de moda.

Que tal, ao invés da morte, promovermos a vida?! Morrer condenado ao inferno, fazer pactos com o demônio, invocar a loira do banheiro, beber sangue, dormir em um caixão, fazer piquenique em cemitério, reunir os familiares e competir quem é o mais horroroso é tão engraçado assim? Onde estão nossos valores? Qual é nosso conceito de belo? Que tipo de diversão realmente alimenta nossa imaginação promovendo um crescimento pessoal e o bem comum?

Deixemos o Halloween pra lá! Esqueçamos dele!

Antes exaltar e celebrar a vida do que a morte, longe de Deus, da alegria e da luz! Ao invés de monstros, fantasiemo-nos dos santos! Não precisamos “fazer de conta”, nem adivinhar qual poder maligno está oculto dentro de algum personagem ou objeto. Podemos contar várias histórias da ação de Deus na vida dos santos por meio dos dons sobrenaturais que Ele lhes dava. É de deixar qualquer um de cabelos em pé!

É irrelevante a história de um fantasma que assombra alguém diante da história de um anjo que atira uma flecha no coração de uma santa, que depois de morta, os médicos fazem biópsia do órgão e atestam marcas reais das flechas que a santa relatara! Isso que é assustador!

É irrelevante a história de uma loira que fica, fazendo sabe-se lá o que dentro de um banheiro, esperando alguém chamá-la frente a um santo que, por graça de Deus, conseguia estar em dois lugares ao mesmo tempo para salvar almas, resgatando-as para Deus. Isso que é assustador!

É irrelevante tomar um copo e uma folha escrita sim/não, ou uma caneta pra perguntar se um tal de Charlie está presente quando temos santos que, prestes a beber seu vinho, o copo se quebra pois havia veneno dentro e Deus o salvou! Isso que é assustador!

É irrelevante uma abóbora¹ que representa o rosto não sei de quem frente ao rosto de um homem que, livremente, deixou-se açoitar e ser desfigurado, derramando todo o Seu sangue para salvar todos os que estavam perdidos, entregues à morte. E ainda digo mais, depois disso tudo, RESSUSCITOU dessa vidinha de morto/zumbi-sei-lá-o-quê! Ele vive para sempre! Isso que é assustador!

Assustador, curioso e atraente! Porque é amor de Deus, e nesse amor podemos viver aventuras ainda maiores.

Quero me fantasiar de Teresa D’Ávila, Padre Pio, Bento, Jesus Cristo! Quero me fantasiar de pessoas reais diante das quais todos os monstros, vampiros, demônios se prostram, reconhecendo que neles o mal não tem força e que são memórias vivas de que o Bem sempre vence e que a vida prevaleceu sobre a morte!

Todos os santos homens e mulheres do céu, ROGAI POR NÓS!

Halloween? O que é Halloween? Não importa!

Por William Rocha = https://www.comshalom.org/eu-ouvi-halloween-o-que-e-halloween-nao-importa/

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